O streaming é o futuro


O streaming é o futuro. Por Francisco Malta
O streaming é o futuro

Com frequência, acompanhamos reflexões sobre o futuro do streaming e as mudanças que ele implantará no setor do audiovisual. Convenhamos que já nos defrontamos com previsões a respeito do fim da televisão quando surgiu a internet, bem como muito se falou sobre o fim do teatro na época de ascensão do cinema. E o que dizer dos jornais diários e dos livros? Nesse interim, o que de fato acabou?

Algumas respostas parecem bastante óbvias: o mundo evoluiu e é bom que as coisas não permaneçam sempre do mesmo jeito. Na verdade, o que percebemos ao longo dos anos foi a transformação das maneiras de comunicação. O teatro não acabou – se modificou. O livro não deixou de existir, mas, assim como a TV, ganhou um forte aliado – o streaming. E com isso, o cinema vai acabar? Como as outras mídias, o cinema vai se transformando e remodela a sua relação com o público consumidor, e, tal como o teatro, é uma experiência única. Podemos dizer que é um ritual. Você precisa se deslocar até um local específico, esperar o apagar das luzes e entrar naquela viagem, no espaço escuro que vai te propiciar viver outras vidas em questão de horas.

Sim, o homem é insatisfeito por natureza – assim tem sido ao longo das décadas. Ele cria, modifica, destrói, reconstrói. E por que nos deixamos levar pelas jornadas midiáticas? Primeiramente, há a sensação de pertencimento: nada mais humano do que o desejo de se sentir incluído em um grupo, de ser reconhecido por seus iguais em suas comunidades. Por mais que vivamos um excesso, não é possível que nos afastemos completamente do coletivo, visto que ansiamos pela aprovação do outro. É o outro que nos concede parte de nossa alteridade. E são por razões como essas que acompanhamos com sucesso a chegada do streaming, confirmando uma vez mais que estamos em constante transformação e, de acordo com o dito popular, seja no streaming, no cinema, no teatro ou na TV, quando a história é boa, o público sempre comparece.